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Vitamina D e seu amplo aspecto de atuação no organismo:



As vitaminas em geral são micronutrientes que não podem ser sintetizados pelo organismo, sendo indispensável a sua ingestão através dos alimentos e/ou suplementos, já que exercem importante papel na saúde e no bem-estar do nosso corpo.


O colecalciferol, popularmente conhecido como vitamina D, é indispensável para a homeostase do cálcio, tendo sua função nos ossos conhecida há bastante tempo. Estudos recentes mostram que seu desempenho no organismo vai muito além, apresentando ação em outros órgãos e tecidos que apresentam seu receptor, como, por exemplo, nos músculos, cérebro, próstata, mama, cólon, coração, sistema imunológico, pâncreas, sistema vascular e pele. Trata-se de um micronutriente único, pois funciona como hormônio e pode ser sintetizado na pele a partir da exposição à luz solar, variando sua produção de pessoa para pessoa, a depender das particularidades da própria pele e do tempo/frequência de exposição. As fontes alimentares de vitamina D são escassas, sendo encontrada, principalmente em: peixes, gema de ovo, cogumelo, queijos, fígado e leite. Sendo assim, a suplementação dietética deste micronutriente é um indispensável aliado à saúde daqueles que não conseguem atingir sua recomendação diária pela dieta e/ou exposição ao sol.



Deficiência de vitamina D:

Associada a inúmeras patologias e disfunções A deficiência de vitamina D está diretamente ligada à desmineralização dos ossos, o que resulta em um aumento de risco para fraturas. Ela também está relacionada com vários tipos de doenças, visto que seu receptor está presente em diversas estruturas por todo o organismo. Zmijewski (2019) associou a deficiência de vitamina D a várias patologias neurológicas, visto que o seu receptor é expresso no hipocampo, no hipotálamo, na substância negra e no tálamo. Cabe ressaltar, ainda, que ela regula a expressão de neurotrofinas, incluindo fator de crescimento neural e neurotransmissores (acetilcolina, dopamina e ácido gama-aminobutírico). Recentemente foi percebido que a forma ativa da vitamina D apresenta efeitos imunomoduladores sobre as células do sistema imunológico, o que influenciou diversos estudos a relacionarem a sua deficiência com doenças autoimunes, como, por exemplo, diabetes mellitus insulinodependentes, esclerose múltipla, doença inflamatória intestinal, lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide.


Estudos epidemiológicos também mostram que a deficiência de vitamina D pode estar associada ao risco aumentado de neoplasia de cólon e próstata, doença cardiovascular e infecções (MARQUES et al., 2010; PRIETL et al., 2013; BITENCOURT; COAN, 2020).


Vitamina D e o sistema imunológico:

Vários mecanismos têm sido propostos para explicar a participação da vitamina D na fisiologia do sistema imunológico, tais como regulação da diferenciação e ativação de linfócitos CD4; aumento do número e função das células T reguladoras; inibição in vitro da diferenciação de monócitos em células dendríticas; diminuição da produção das citocinas interferon-g, IL-2 e TNF-a, a partir de células Th1 e estímulo da função das células Th2 helper; inibição da produção de IL-17 a partir de células Th17 e estimulação de células T NK in vivo e in vitro (MARQUES et al., 2010). A vitamina D ativa os macrófagos e a produção de peptídeos antimicrobianos pelas células epiteliais e imunológicas, que podem ser essenciais na erradicação de infecções bacterianas ou virais. Dito isso, não é surpreendente que a ocorrência de infecções sazonais, como a gripe, esteja frequentemente associada à deficiência de vitamina D. Sendo assim, está bem estabelecido que ela inibe a proliferação e induz a diferenciação das células de diferentes linhagens, além de ser essencial para a regeneração da barreira epitelial e para a maturação das células imunes (ZMIJEWSKI, 2019).


Vitamina D e doenças de pele:

Além de a pele desempenhar o papel central no metabolismo da vitamina D, esta, por sua vez, desempenha um papel importante na biologia da pele, modulando a inflamação, afetando diretamente a função dos linfócitos e a secreção de citocinas. Por isso, os baixos níveis de vitamina D têm sido associados a vários distúrbios dermatológicos. Além do lúpus, que já foi citado, outras doenças de pele têm sido foco dos estudos atuais para identificar a relação da vitamina D na patogênese e até mesmo no tratamento de uma ampla variedade de doenças dermatológicas, tais como psoríase, dermatite atópica, ictiose congênita, acne, hidradenite supurativa, vitiligo, erupção solar polimorfa, alopecia areata, melanoma e metástase de melanoma, câncer de pele não melanoma, e outras (BERGQVIST; EZZEDINE, 2019).


Sendo assim, conclui-se a importância para os profissionais de saúde se atualizarem quanto à suplementação de vitamina D, bem como quanto à dose apropriada para cada caso, além de promoverem a conscientização sobre uma proteção solar segura. Cabe ressaltar que outros estudos envolvendo amostras maiores e períodos de tratamento mais longos ainda são necessários para avaliar melhor o papel da vitamina D como uma opção terapêutica nessas e outras patologias



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REFERÊNCIAS

FÉLIZ, D. A.; ANDRADE, R. P.; DO ROSÁRIO, K. D. Influência da vitamina D na saúde humana. Revista de Iniciação Científica e Extensão, v. 2, n. 3, p. 163-166, 16 ago. 2019. Disponível em: <https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/251> Acesso em 14 out. 2020.

BITENCOURT, R. M.; COAN, F. C. O uso da vitamina D em doenças autoimunes: revisão sobre o potencial terapêutico. Revista Inova Saúde, v. 9, n. 1, jul. 2019. Disponível em: <http://periodicos.unesc.net/Inovasaude/article/view/4410> Acesso em 14 out. 2020. MARQUES, C. D. L. et al. A importância dos níveis de vitamina D nas doenças autoimunes. Rev. Bras. Reumatol. v. 50, n. 1, p. 67-80, fev. 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042010000100007&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 14 out. 2020.

ZMIJEWSKI, M. A. Vitamina D e saúde humana. Int. J. Mol. Sci., v. 20, n. 1, p. 145, jan. 2019. Disponível em: <https://www.mdpi.com/1422-0067/20/1/145/htm> Acesso em 14 out. 2020.

PRIETL, B. et al. Vitamina D e função imunológica. Nutrients, v. 5, n. 7, p. 2502-2521, jun. 2013. Disponível em: <https://www.mdpi.com/2072-6643/5/7/2502/htm> Acesso em 14 out. 2020.

BERGQVIST, C.; EZZEDINE, K. Vitamina D e pele: o que um dermatologista deve saber? Giornale Italiano di Dermatologia e Venereologia, v. 154, n. 6, p. 669-680, dez. 2019. Disponível em: <https://www.minervamedica.it/en/journals/dermatologia-venereologia/article.php?cod=R23Y2019N06A0669> Acesso em 14 out. 2020.

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