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Ômega-3 e saúde cardiovascular: perspectivas científicas!



De acordo com estatísticas avançadas, o Brasil apresenta como principal causa de mortalidade, desde a década de 1960, as doenças cardiovasculares (DCV), responsáveis por substancial carga de patologias no país. Segundo levantamento de dados explanados no artigo especial “Estatística Cardiovascular – Brasil 2020”, publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, em setembro deste ano, 72% das mortes no Brasil resultaram de doenças crônicas não transmissíveis, sendo que 30% foram relacionadas a cardiopatias.

Estilo de vida, alimentação e suplementação cardioprotetora

Sabe-se que o estilo de vida é o fator modificável que mais traz resultados positivos para a prevenção de doenças cardiovasculares, como alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos. Contudo, com a correia do dia a dia, torna-se mais dificultosa a adoção de estratégias para as mudanças de hábitos e, principalmente, para atingir a recomendação de consumo de certos nutrientes com benefícios direto na cardioproteção, como o ômega-3.

Entre os diversos nutrientes e compostos bioativos relacionados à prevenção de doenças cardiovasculares, os lipídeos representam os mais investigados na literatura científica, sobretudo, os ácidos graxos insaturados ômega-3, ômega-6 e ômega-9. Diferentes meta-análises e revisões sistemáticas ressaltam especificamente o papel do Omega-3 na fração EPA, com potencial efeito cardioprotetor, devido à sua alta capacidade anti-inflamatória, um benefício que se estende para outros tecidos e sistemas corporais, como, por exemplo, o sistema nervoso central.

Ômega-3 e cardiopatias: evidências científicas

Um estudo epidemiológico pioneiro feito na Groenlândia sugeriu que o óleo de peixe, ou os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3, apresentam um importante efeito na prevenção da doença aterosclerótica. Após este estudo de referência, outros trabalhos epidemiológicos em larga escala e meta-análises examinaram os benefícios para a saúde da suplementação do ômega-3. Mais recentemente, pesquisas concentraram sua atenção nos efeitos anti-inflamatórios desses lipídeos.

Uma grande meta-análise publicada por Hu et al. (2019) reuniu outras meta-análises anteriores adicionando 3 ensaios clínicos controlados e randomizados recentes, demonstrando que a suplementação marinha de ômega-3 reduziu significativamente o risco para diversos pontos finais cardiovasculares, e que esse desfecho estava associado à dose de suplementação.


Outro trabalho, conduzido por Back e Hansson (2019), explana os resultados dos 3 ensaios clínicos mais recentes envolvendo a suplementação de ácidos graxos ômega-3 no contexto de possíveis mecanismos mediadores das condições cardiovasculares. Particularmente, a redução aleatória de eventos cardiovasculares com a intervenção de EPA (REDUCE-IT), citado por Watanabe e Tatsuno (2020), relata que esse ácido eicosapentaenoico induziu uma redução significativa dos eventos cardíacos e estimulou a resolução da inflamação. O estudo REDUCE-IT avaliou uma preparação de EPA altamente purificada em uma alta dose de 4 g/dia em pacientes com hipertriglicenciemia e alto risco cardiovascular. Os resultados levantados foram expressivos e obtiveram uma redução de 25% em eventos cardiovasculares. Tal estudo sugere que direcionar indivíduos com hipertrigliceridemia a utilizar uma alta dose de PUFA ômega-3 pode ser uma intervenção com resultado favorável.

Quanto aos estudos experimentais recentes, Back e Hansson (2019) ainda apontam os mecanismos anti-inflamatórios de mediadores lipídicos derivados de EPA na inibição da aterosclerose, independentemente dos níveis de colesterol e triglicerídeos.

Em estudo de corte longitudinal conduzido por Ward et al. (2020), foram inclusos 197.761 participantes que fazem parte do programa com veteranos de guerra dos EUA, com idade média de 66 anos. Entre os participantes com dados de frequência alimentar, 21% tomavam suplementos de ômega-3 regularmente e a ingestão média de peixe era de 1 porção na semana. Ao longo do acompanhamento, nem a suplementação com ômega-3 nem o consumo de peixes associaram-se com doença coronariana arterial. Além disso, os veteranos em uso de suplemento de ômega-3 tinham menor risco de desenvolver AVC isquêmico.

Quais dosagens de EPA para modulação cardiovascular?

As recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia destacam que a ingestão de 2 a 4 gramas ao dia de ômega-3 pode reduzir a concentração plasmática de triglicérides e colesterol LDL. Além disso, a sociedade ainda afirma que de 2 a 4 gramas ao dia de EPA levou a uma redução de até 20% em ocorrências com desfechos cardiovasculares, incluindo a diminuição da pressão arterial.



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Um novo conceito de suporte para a saúde cardiovascular, sendo aliado na redução da concentração sérica de triglicerídeos5 e proporcionando aporte antioxidante e anti-inflamatório1.

REFERÊNCIAS

WARD, R. E. et al. Omega-3 Supplement Use, Fish Intake, and Risk of Non-fatal Coronary Artery Disease and Ischemic Stroke in the Million Veteran Program. Clin Nutr. v.39, n.2, p.574-579, 2020.

PRÉCOMA, D. B, et al. Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019. Arq Bras Cardiol. 2019.

SHARPM, R. et al. Comparing the Impact of Prescription Omega-3 Fatty Acid Products on Low-Density Lipoprotein Cholesterol. Am J Cardiovasc Drugs., v. 18, n. 2, p. 83-92, apr. 2018.

JANG, H; PARK, K. Omega-3 and omega-6 polyunsaturated fatty acids and metabolic syndrome: A systematic review and meta-analysis. Clin Nutr., v. 39, n. 3, p. 765-773, mar. 2020.

OLIVEIRA, G. M. M. de et a. Estatística Cardiovascular – Brasil 2020. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo, v. 115, n. 3, p. 308-439, set. 2020.

MARKLUND, M et al. Biomarkers of dietary omega-6 fatty acids and incident cardiovascular disease and mortality: an individual-level pooled analysis of 30 cohort studies. Circulation., v. 139, n. 21, p. 2422-2436, may. 2019.

WATANABE, Y; TATSUNO, I. Prevention of Cardiovascular Events with Omega-3 Polyunsaturated Fatty Acids and the Mechanism Involved. J Atheroscler Thromb, v. 27, p. 183-198, 2020.

BACK, M; HANSSON, G. Omega-3 fatty acids, cardiovascular risk, and the resolution of inflammation. FASEB J., v. 33, n. 2, p. 1536-1539, feb. 2019.

HU, Y. et al. Marine Omega-3 Supplementation and Cardiovascular Disease: An Updated Meta-Analysis of 13 Randomized Controlled Trials Involving 127 477 Participants. J Am Heart Assoc., v. 8, n. 19, oct. 2019.

REFERÊNCIAS:

(1) BACKES, J ET AL., THE CLINICAL RELEVANCE OF OMEGA-3 FATTY ACIDS IN THE MANAGEMENT OF HYDPERTRIGLICERIDEMIA. LIPIDS IN HEALTH AND DISEASE 15: 118, 2016.

(5) PRÉCOMA DB, ET AL. ATUALIZAÇÃO DA DIRETRIZ DE PREVENÇÃO CARDIOVASCULAR DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA – 2019. ARQ BRAS CARDIOL. 2019.

(8) LEWIS NA, ET AL. ARE THERE BENEFITS FROM THE USE OF FISH OIL SUPPLEMENTS IN ATHLETES? A SYSTEMATIC REVIEW.ADV NUTR 00:1–15;, 2020.

(10) GRAY, P ET AL. FISH OIL SUPPLEMENTATION REDUCES MARKERS OF OXIDATIVE STRESS BUT NOT MUSCLE SORENESS AFTER ECCENTRIC EXERCISE INT J SPORT NUTR EXERC METAB. 24(2): 206-14, 2014.

(11) FILAIRE E, ET AL., EFFECTS OF 6 WEEKS OF N-3 FATTY ACIDS AND ANTIOXIDANT MIXTURE ON LIPID PEROXIDATION AT REST AND POSTEXERCISE. EUR J APPL PHYSIOL. 111(8):1829-1839, 2011.





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