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Impactos do ômega-3 na microbiota intestinal

A influência da microbiota intestinal na saúde integrada vai desde o reforço do sistema imunológico e traços neurocomportamentais até efeitos metabólicos importantes, como equilíbrio da resposta insulinêmica. A modulação dos microrganismos que se localizam no intestino, por meio da alimentação e suplementação, pode interferir positivamente na homeostase corporal.


As bactérias intestinais são capazes de fermentar diversos nutrientes e produzir ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), sendo os principais o propionato, butirato e acetato, que possuem efeitos positivos no organismo. Porém, para que haja grande produção desses AGCC, é importante uma grande diversidade dessa microbiota, com mais proporção de micro-organismos benéficos. Sabe-se que o padrão alimentar é capaz de modular essa diversidade; e, inclusive, o ômega-3 pode ser um excelente influenciador desse ambiente.


Constatini et al. (2017) conduziram uma revisão avaliando o impacto do ômega-3 na microbiota intestinal. Os estudos avaliados demonstram que esses ácidos graxos são capazes de reduzir as Faecalibacterium e aumentar as bactérias que produzem AGCC, pertencentes à família de bactérias Lachnospiraceae, além de propiciar a modulação da disbiose intestinal em pacientes com doença inflamatória intestinal, desse modo, melhorando a integridade da mucosa do intestino.


Menni et al. (2017) conduziram, por sua vez, um estudo pelo qual avaliaram a relação de ômega-3 circulante e a microbiota intestinal de 876 irmãs gêmeas com idade média de 64,98 anos. As mulheres com maiores níveis de ácidos graxos ômega-3 circulantes tinham maior diversidade da microbiota intestinal e aumento da produção da n-car-bamilglutamato. Os autores sugeriram que, possivelmente, uma suplementação com ômega-3 teria efeitos benéficos na microbiota. Ainda, ressalta o estudo de Watson et al. (2018) que conduziram um modelo randomizado em que avaliaram os efeitos da suplementação com ômega-3 na composição bacteriana do intestino.


Foram utilizados dois tipos de formulações (em cápsulas gelatinosas e bebida) com 4 gramas de EPA + DHA por 8 semanas. Ao final do acompanhamento, independentemente do tipo de formulação utilizada, o ômega-3 propiciou o aumento de bactérias que produzem AGCC, como Bifidobacterium e Lactobacillus.


Referências VALDES, A.M. et al. Role of the gut microbiota in nutrition and health. BMJ, v. 361, p. k2179, 2018. CONSTATINI, L. et al. Impact of Omega-3 Fatty Acids on the Gut Microbiota. International Journal of Molecular Sciences, v. 18, n. 12, p. 2645, 2017. MENNI, C. et al. Omega-3 Fatty Acids Correlate With Gut Microbiome Diversity and Production of N-carbamylglutamate in Middle Aged and Elderly Women. Scientific Reports, v. 7, n. 1, p. 11079, 2017. WATSON, H. et al. A Randomised Trial of the Effect of omega-3 Polyunsaturated Fatty Acid Supplements on the Human Intestinal Microbiota. Gut, v. 67, n. 11, p. 1974-1983, 2018.

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